Durante a segunda sessão de debates da reunião do Conselho
de Segurança da ONU na tarde desta sexta,15, uma rede de imprensa
russa afirmou terem sido encontradas armas de destruição em massa na região
leste de Bagdá. É inegável o impacto que essa informação teve no Conselho, pois
altera drasticamente um paradigma que vinha sendo construído nos últimos
debates em respeito à soberania territorial iraquiana já que não havia provas
concretas. Tanto as investigações quanto
as informações, contudo, são incompletas, já que não contemplam a origem, o
destino, os responsáveis pela fabricação e sua respectiva data.
Faz-se necessário uma investigação completa e detalhada
sobre o contexto em que tais armas foram encontradas, afinal é irracional e
pouco profissional acreditar cegamente que há uma relação necessária entre o
Governo da República do Iraque e as armas encontradas em seu território. É
muito conveniente aos Estados Unidos que esse armamento tenha sido encontrado
no exato momento no qual a reunião do Conselho de Segurança acontecia.
Após a divulgação das informações, a maioria esmagadora dos países
membros do Conselho de Segurança da ONU que realizavam a reunião com objetivo
de decidir o futuro do Iraque mantiveram a posição contrária à invasão militar
e a favor de investigações mais apuradas sobre a procedência dessas armas. O
delegado francês, unido ao delegado alemão, frisou que o Conselho não pode
permitir uma intervenção militar que sacrifica vidas em nome de possibilidades.
Em fala, o governo sírio se revelou ofendido com o viés que as acusações assumiram,
afinal se tal armamento tivesse sido encontrado em qualquer país não árabe a
associação com o terrorismo não teria sido feita.
Agora existem duas resoluções em pauta e a decisão será tomada
na terceira sessão do dia, com início previsto às 17 horas. Confira abaixo a entrevista com assessora da Síria sobre a União Árabe.
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